Quem não se lembra dos "Anúncios de Graça"?!
Grandes publicidades, criadas por mentes geniais, ou talvez idiotas...
Para os mais distraídos, para parar o videoclip à esquerda, basta premir a tecla esc.
Enjoy!


brincara ao vento,
debates no fórum central, com o tema «85 anos de luta pela Democracia e o Socialismo»; diversas exposições recordam os 85 anos do PCP, os 75 do jornal «Avante» e as três décadas da festa comunista e da Constituição da República Portuguesa; encenações teatrais das quais se destaca "Felizmente há Luar", de Luís de Sttau Monteiro (absorvida por muitos de nós no ensino secundário) e como maior atractivo os concentros, este ano concretizados por bandas como Kussondulola, Boss AC, Xutos & Pontapés, a cabo-verdiana Ritinha Lobo, Sérgio Godinho, A Naifa, entre outros.
(Como passa sr Contente? Como vai sr Feliz? Diga a gente, diga a gente, como vai este país!)
O Suzuki da Inês dava para isto...

Chegou o Verão, e com ele uma enxurrada de gente sobre a qual este post se debruça, e que são os "Tugas Emigrantes". É nestas alturas que penso: "Que mal fiz eu ao mundo para ter que ouvir tanta barbaridade ao mesmo tempo?" Chego a ficar indignada com situações com que me deparo. Vou exemplificar uma:
do "padrinho" local, Grga Pitic (Sulejman), um companheiro de outros tempos, e de outros crimes, do seu pai, Zarije (Memedov). Os "avôs" já não se encontram muito bem de saúde, mas mantém o discernimento e o bom humor. Matko convence Dadan a ajudá-lo num roubo, mas as coisas vão correr mal, o que coloca o primeiro numa situação de dívida para com o segundo. Dadan aproveita o crédito para negociar o casamento da sua irmã, Afrodita (Ibraimova), com o filho de Matko, Zare (Ajdjni). Zare, claro, não está nada interessado, não só porque não gosta da noiva imposta, conhecida por "anã" e "joaninha", mas porque está apaixonado por Ida (Katic), que trabalha num bar das redondezas. Emir Kusturica volta a pegar em personagens ciganos, neste filme vencedor do prémio para a melhor realização no Festival de Veneza. Imagens verdadeiramente surreais, como músicos pendurados em árvores, cadáveres escondidos e conservados em blocos de gelo, animais a digerir calmamente símbolos da civilização humana ou troncos de árvore a atravessar a estrada comportamentos obsessivos, como a ingestão de sumo de laranja, querer casar uma irmã à força para satisfazer os desejos de um progenitor falecido ou ver continuamente o final de "Casablanca", em casa, em viagem ou num hospital: são alguns dos ingredientes com que Kusturica cozinhou o seu "Gato", numa comédia pura e directa. "


e-mail acabadinho de sair...


