Toda a verdade concentrada num post:
Mostrar mensagens com a etiqueta blogues. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta blogues. Mostrar todas as mensagens
27/01/2014
30/10/2013
Quem pensa assim não é gago #16
Finalmente uma opinião razoável a propósito disto: http://www.publico.pt/portugal/jornal/assuncao-cristas-nao-quer-portugueses-com-mais-de-dois-caes-por-apartamento-27319425
"dos animais de estimação
E vem gente misturar coisas de ter filhos com animais, e que diz que vai dar tudo ao mesmo. Haja paciência...
09/04/2013
Quem pensa assim não é gago #15
Ora e eis que não acrescentaria muito ao que se diz aqui.
Afinal ainda há esperança. Não é assim tão expressiva a "carneirada".
"Miguel Gonçalves? É isto:
Isa em Eça é que é essa
Afinal ainda há esperança. Não é assim tão expressiva a "carneirada".
"Miguel Gonçalves? É isto:
A única coisa que esse gajo sabe fazer é gritar em palestras e aproveitar-se da ingenuidade e do desespero das pessoas. Trabalhar que é bom, nada. Era preciso vir alguém perguntar-lhe: filhinho, cadês a tua produção? A tua contribuição? Resultados? Ao invés, é contratado pelo Estado para gritar aos ouvidos das pessoas e mandá-las trabalhar. E, na boa, é como diz o Ricardo, eu também não quero um emprego a sério, sabe deus o que isso quer dizer, mas o que não dá é pra ter a cara de pau de andar a gritar na cara das pessoas que têm que bater não sei o quê, como se ele fizesse mais do que simplesmente ter ataques histéricos em cima de um palco. 'Tá certíssimo o Ricardo.
Fora que também me vão descompensando muito o nervo esses seres superiores que, por tudo e por nada, gritam aos quatro ventos que trabalham. São os mesmos que apoiam e louvam os Miguéis Gonçalves da vida e eu cá tenho muito medinho dessa gente...
Já para não falar na estupidez do argumento do mercado. Não sei se já se deram conta, mas essa esquizofrenia da ditadura do mercado levou-nos onde nos levou, com os brilhantes resultados que se vêem por esse mundo afora, EUA incluídos. Enquanto não se convencerem de que nem todos damos pra empreendedores, que é uma palavra que me começa a irritar muito, para chefes de vendas, para CEOs, para qualquer que seja a profissão do momento que dá dinheiro e é cool, tem de ter um nome em estrangeiro, não vamos a lado nenhum. Isso só gera uma frustração sem tamanho, mesmo a quem consegue chegar a esses cargos. E quem diz isso, diz: nem toda a gente almeja ir ao jantar de Natal da empresa, aochurrasco do freitas da contabilidade, ao chá de bebé da secretária do chefe, muito menos vestir um tailleur, uns saltos altos, e pavonear-se e ser uma filha da puta para os empregados, porque assim é que se chega a algum lado. É gente que depois vende os Ferraris e vai pra Chapada dos Viadeiros ver os OVNIs, se o coração aguentar até lá, se não morrer de remorsos, se não se matar entretanto. É como diz o Einstein, ou a frase que lhe atribuiram na net: se julgares um peixe pela sua capacidade de subir a uma árvore ele vai achar a vida toda que é estúpido. Somos diferentes, queremos coisas diferentes, temos necessidades diferentes, como tal, temos, necessariamente, de fazer coisas diferentes uns dos outros. É simples assim. E bem podem os Miguel Gonçalves e os Arrumadinhos da vida virem gritar-me aos ouvidos que eu não vou longe, o que eu não aguento, mesmo, é não dormir descansadinha e, lamentavelmente, os padrões morais que herdei dos meus paizinhos não me permitem andar aí a vender banha da cobra a quem nem sequer a quer, muito menos precisa dela. "
31/10/2012
Eu diria que sim. Sei bem do que fala Leididi.
"O casamento segundo uma casada de fresco
Assim de repente não há diferença nenhuma em estar casada ou viver em pecado, amantizados, amancebados, amigados e o que mais houver no léxico. Pelo menos para nós os dois. A única coisa que me lembra que entrei para esse clube é quando vejo a aliança na minha e na mão dele. Ainda me custa a acreditar que o fiz, que disse sim, que assinei um papel (na verdade já não se assina coisa nenhuma), que pus uma aliança no dedo. Eu que quase todos os dias me sinto como uma miúda e que nada tenho a ver com a imagem de mulheres casadas que fui construindo à medida que crescia. Das senhoras vestidas de forma discreta, com filhos pela mão, cujo cabelo vai clareando cada vez mais, no início são só nuances louras mas depois é o cabelo todo, os anéis que usam são de senhora, assim como os sapatos e as malas e caralho. É tudo compostinho e têm todas mais de 40 anos mesmo que não tenham. Olho para elas e fico aborrecida, entediada, faço o sinal da cruz e fujo a passos largos. A mim é que não me apanham porque eu faço o que eu quero e durmo com quem eu quero parafraseando aquela banda de merda que dá pelo nome de Miúda. Mas agora sou casada, não tenho 40 anos, nem mesmo quando os tiver, não clareei o cabelo, não uso sapatos de senhora, os meus anéis são grandes e de prata, os meus brincos são coloridos e faço o que eu quero e durmo com quem eu quero: o meu marido. Ma-ri-do. A mudança deu-se lá fora. Fora desta bolha Actimel quentinha que mais parece um cobertor (e é tão bom chegar a casa e é tão bom quando ele chega a casa). Parece-me que as pessoas me começaram a ver com outros olhos. Puseram os óculos do respeito que só se tem com as mulheres casadas, uma coisa que ficou do século XIX, e de repente eu sou uma pessoa crescida e como deve ser. Como se de repente eu fosse mais capaz, de maior confiança, para ser levada a sério. E dá-me vontade de rir. Esta sociedade é tão absurda e as pessoas tão cheias de merdas e preconceitos que nem sei. Estar casada só é melhor do que viver junto porque tivemos uma festa incrível e todos os que gostamos à nossa volta tão felizes como nós. E porque recebemos prendas e viajámos. De resto, a maravilha é a mesma."
30/10/2012
29/08/2012
Vidas
Querido, estou a deixar morrer o blogue.
Valha-nos outro header fresquinho, e votos para que surjam bonitos posts com conselhos úteis para organização de eventos (ou não): por esta altura, que faça sol e seja o que Deus quiser.
Até breve, blogue-de-posts-agendados-e-headers-bonitos.
P.S. Parabéns para mim, e o camandro!
Valha-nos outro header fresquinho, e votos para que surjam bonitos posts com conselhos úteis para organização de eventos (ou não): por esta altura, que faça sol e seja o que Deus quiser.
Até breve, blogue-de-posts-agendados-e-headers-bonitos.
P.S. Parabéns para mim, e o camandro!
01/06/2012
03/04/2012
Coisas que não se dizem para não ferir susceptibilidades...*
"A expressão: Carpe Diem.
Eu percebo a intenção, a alegria de viver o momento e não pensar no depois. A procrastinação do tempo e o viver no imediato.
Só que, o que fazer? Eu associo invariavelmente a algum azeite e baixo QI a malta a quem perguntam: então, qual é a frase da tua vida?
E respondem: carpe diem.
Parece que decoraram todas as entrevistas a famosos da Ragazza de 1992 e portanto ainda acham, em 2012, que é muita cool e muita bacano e que são automaticamente pessoas muito interessantes.
Causa-me mais ou menos o mesmo frisson que aquela malta fixe que mete wax no cabelo enquanto cantam à voltinha da fogueira o Kumbaya my lord, sempre de olho na prancha de surf, desporto que, aliás, não praticam, mas acham cool. E bacano. Porque é buéda jovem, tão a ver?"
Por Rosa Cueca.
*...porque até se conhece uma ou outra pessoa que recorre com alguma frequência a esta expressão, mas com as quais se concorda inteiramente.
P.S. O Karma, esse flagelo, encarregou-se de que alguém me enviasse um e-mail com esta sábia expressão, durante a última hora (não, não é ninguém que siga este blogue).
P.S. O Karma, esse flagelo, encarregou-se de que alguém me enviasse um e-mail com esta sábia expressão, durante a última hora (não, não é ninguém que siga este blogue).
21/03/2012
Os blogues
Não tenho por hábito falar nas vidas blogosféricas que admiro e acompanho com alguma regularidade (justa excepção feita a eventos Quadripolares).
Não posso, no entanto, deixar de ficar satisfeita quando um dos blogues que acompanho há mais tempo teve esta projecção.
Um talento da objectiva e da escrita e uma belíssima campanha do município de Lisboa.
06/03/2012
O que se escreve por aí #1
"Corro muitos riscos por querer ter negócios por conta própria, aposto que se me espetar contra a parede ninguém aparece para me dar uma palmadinha nas costas e soltar um "que bem que fizeste em torrar o teu dinheiro e horas da tua vida de forma tão engraçada". Podia também já estar casado um par de vezes, não duvido que uma relação estável tenha os seus encantos. Ou podia ver televisão horas a fio, se não preferisse canalizar o meu tempo para assuntos diversos (li o "As travessuras da menina má" do nosso amigo Mario Vargas-Llosa em apenas 6 dias, na semana passada ... que saudades de ler um livro tão bom que nos prenda como uma droga). Podia até não ter saído à noite no Sábado, mamado aquilo que se convencionou chamar de "uma biolência" e depois no Domingo ter feito 3 horas de bicicleta até Alfama. Somos a nossa verdade, as escolhas que fazemos. A minha avó (sendo absolutamente certo que a vóvó é a "número um") costumava dizer, antes da demência nos separar para sempre, que cada um tem que gostar de si próprio antes dos outros gostarem nós. O que significa que nada ou ninguém nos vais defender tão bem como nós próprios. Esperar que os outros, mesmo os que nos querem bem, façam algo por nós, a começar por decidir, é perder o controlo do ser, do existir. A última mulher que amei tinha mais 10 anos que eu ... cabe na cabeça dos outros? who cares, era o que eu queria e era o que ela queria.
Se queres ser chef na cozinha, sê-lo. Se queres ter uma galeria de arte, força. Se queres emigrar, estuda a melhor maneira de o fazer e toma decisões concretas nesse sentido. Sexo de outra forma? Ir ao teatro na 6ª? Poupar o dinheiro para dias melhores? Mudar de penteado? Mandares para as urtigas aquela pessoa que há muito tempo só faz merda? Nunca é tarde. Experimenta dimensões de ti sem medo. Não gostas? não comas. Os outros acham mal? Pois, mas és tu que mandas, és tu que respondes, és tu que sabes o que é estar lá. Assume. Faz o que tiveres a fazer com amor, com espírito e com entrega. Vais perder, vais ganhar. O que os outros acham que é cool varia ao longo da vida e não releva. Não era o que querias? Recomeça. Como aquelas linhas maravilhosas do nosso amigo Torga (já antes citadas neste blog manhoso):
Pulha Garcia em O Bom Sacana
No fundo, aquilo a que nos resumimos.
Se queres ser chef na cozinha, sê-lo. Se queres ter uma galeria de arte, força. Se queres emigrar, estuda a melhor maneira de o fazer e toma decisões concretas nesse sentido. Sexo de outra forma? Ir ao teatro na 6ª? Poupar o dinheiro para dias melhores? Mudar de penteado? Mandares para as urtigas aquela pessoa que há muito tempo só faz merda? Nunca é tarde. Experimenta dimensões de ti sem medo. Não gostas? não comas. Os outros acham mal? Pois, mas és tu que mandas, és tu que respondes, és tu que sabes o que é estar lá. Assume. Faz o que tiveres a fazer com amor, com espírito e com entrega. Vais perder, vais ganhar. O que os outros acham que é cool varia ao longo da vida e não releva. Não era o que querias? Recomeça. Como aquelas linhas maravilhosas do nosso amigo Torga (já antes citadas neste blog manhoso):
Recomeça…
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.
Miguel Torga, Diário XIII"Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.
Pulha Garcia em O Bom Sacana
No fundo, aquilo a que nos resumimos.
09/02/2012
Quem pensa assim não é gago #14
![]() |
| www.gettyimages.com |
"Nós, os portugueses, queixamo-nos. A minha avó queixava-se do reumático e dos vizinhos, do frio e do calor, do preço do pão de mistura e, aos domingos de manhã, inapelavelmente, do meu avô. Queixamo-nos da vida, dos políticos, do país quando vivemos cá, do estrangeiro quando para lá emigramos, dos ladrões quando roubam, da polícia quando policia, das multas por excesso de velocidade a que os outros milagrosamente sempre escapam. A queixa faz parte de nós. Somos de um servilismo complicado, resmungão, mal-encarado, cheio de úlceras e de violências murmuradas. Gostamos de manifestações suaves e de protestos débeis porque temos sempre as queixas, as lamentações, as pieguices. O que temos mais é pena. Temos tanta pena! Não sabemos o que é a verdadeira compaixão. Temos muita pena. Quando alguém se queixa da saúde e lhe dizemos que tem de ir ao médico, percebemos tudo: o estado não é suficientemente grave para ir ao médico, é apenas suficientemente real para gerar a queixa. O português compraz-se na queixa. A queixa não agrava, alivia. É auto-medicação espiritual. Uma mezinha caseira para alívio das dores da alma. O primeiro-ministro pode tirar-nos o Carnaval e os feriados, as férias e os subsídios, mas não pode querer que deixemos de nos queixar. Em primeiro lugar, porque temos motivos para isso. Em segundo, porque não precisamos de motivos, embora sempre os tenhamos tido. Nunca precisámos e sempre os tivemos. A queixa é uma oração secular. A queixa está para a revolta como a pieguice está para a verdadeira compaixão, como o desabafo está para o verdadeiro pensamento filosófico. É o substituto à medida do nosso saldo existencial. Acredito que possa ser desesperante ouvir todos os dias queixas de empresários, de trabalhadores, de professores, de artistas, de alunos e de sindicalistas. Olhe, sr. primeiro-ministro, faça como nós, queixe-se!"
Bruno Vieira Amaral em A Douta Ignorância
18/01/2012
Quem pensa assim não é gago #13
"Não é costume, mas, ontem, senti uma torrencial vontade de insultar uma pessoa, dizer-lhe assim, muito calmamente, gozando cada palavra, vai-te foder, vai para o caralho, vai para a grande, escancarada, mal cheirosa e pustulenta puta que te pariu. Não o fiz porque, enfim, a minha esmerada educação o não permite e porque, conhecendo a mãe da dita pessoa, amável senhora, jamais seria capaz de a ofender. Andam agora os insultos a saracotear-me por dentro, a roçar-se nas paredes do esófago, em ricochetes violentos, já tenho três escaras e duas feridas vurmosas. Estou que não posso."
Ana Cássia Rebelo no ana de amsterdam
Ana Cássia Rebelo no ana de amsterdam
Infelizmente, é também mal que me assiste desde a semana passada. Infelizmente (para mim, obviamente), não foi acto isolado.
Uma dose extra de paciência (apesar de o limite me parecer muito próximo) e kompensan, que o estômago já começa a dar de si.
11/01/2012
Quem pensa assim não é gago #12
"É sempre muito mais fácil culpar o outro. Mas há sempre o dia em que o outro não aceita a responsabilidade pela vida alheia, esse papel já não lhe serve. E aí eu quero ver o que vais fazer com a tua vida... Já sabemos que culpar o outro não adianta de grande coisa nem resolve nada, mas enfim, a pessoa livra-se da responsabilidade e o outro atribui-se a si mesmo uma importância que não tem. É, como em tudo, uma situação que serve aos dois. No dia em que o outro se cansar, te mandar à merda, te disser pra olhares pro espelho, virar costas e se for embora acontece o quê, agora que não tens ninguém pra responsabilizar?
Há quem viva uma vida inteira assim, a responsabilizar o outro, a sentir-se responsável por todas as desgraças que acontecem ao outro. Deus me livre... "
Isa em "Eça é que é essa".
Hoje é um daqueles dias em que isto faz muito sentido.
Felizmente, a dose de sentimento de culpa costuma equilibrar com outra boa dose de costas largas e ao fim de algum tempo de raciocínio, resta uma linha ténue entre a tentativa de justificação do comportamento alheio e o sentimento de pena.
Mas como costuma dizer a minha avó, "penas têm as galinhas".
Felizmente, a dose de sentimento de culpa costuma equilibrar com outra boa dose de costas largas e ao fim de algum tempo de raciocínio, resta uma linha ténue entre a tentativa de justificação do comportamento alheio e o sentimento de pena.
Mas como costuma dizer a minha avó, "penas têm as galinhas".
22/12/2011
Got mail!
Repousava, na minha caixa do correio, esta manhã, um para-lá-de-espectacular postal de Boas Festas. Vindo directamente dos States, com dólar incluído, pelas mãos da Xuxi, do blogue Amor Portátil, ei-lo:
Xuxi, um grande grande bem-haja pela paciência (sim, porque deve ter dado uma trabalheira) e pelo dólar que, confesso, nunca tinha "afalfado" nenhum. Gostei muito!
E já agora, um grande bem haja público à Ursa, pela iniciativa, que estas coisas deixam-nos com um sorriso de orelha a orelha ao abrir a caixa do correio.
Felizes Natais, blogosfera!
Xuxi, um grande grande bem-haja pela paciência (sim, porque deve ter dado uma trabalheira) e pelo dólar que, confesso, nunca tinha "afalfado" nenhum. Gostei muito!
E já agora, um grande bem haja público à Ursa, pela iniciativa, que estas coisas deixam-nos com um sorriso de orelha a orelha ao abrir a caixa do correio.
Felizes Natais, blogosfera!
13/12/2011
24/11/2011
Quem pensa assim não é gago #11
"Conheço muita gente que me parece o exacto oposto da sua imagem pública: intelectuais analfabetos, queques grosseiras, devotos venais, esquerdistas impiedosos, optimistas deprimidos, voluntaristas débeis e sisudos de opereta. Têm tanto jeito para a propaganda."
Pedro Mexia, no seu Lei Seca
Pedro Mexia, no seu Lei Seca
21/11/2011
Quem pensa assim não é gago #10
"A [atribuição] de culpa mais não é do que uma noção exacerbada da nossa própria importância e/ou influência.
Entendo que precisemos de atribuir responsabilidades, porque nos custa aceitar o inexplicável. Mas a partir do momento em que assumimos escolhas e tomamos decisões, os únicos responsáveis pelas consequências das mesmas somos nós. E, às vezes, nem isso... Também pode dar-se o caso de um cataclismo...
Aceitar que o outro é responsável pelo que quer que seja é estarmos a atribuir-nos a categoria de incapazes, impotentes, irresponsáveis e imaturos."
Isa em Eça é que é Essa
Não que ache isto uma verdade absoluta.
Como tudo, fará sentido função do contexto. Assim de repente, lembra-me algumas situações.
18/11/2011
Inércia da escrita #2
A vontade de escrever é pouca.
Em boa verdade, o que teria para escrever aqui nunca seria fruto de um estado de alma tranquilo.
A semana foi conturbada, com demasiadas ondas, muitas revelações negativas, contudo positiva no que diz respeito a tomadas de decisão.
Já que não podemos ter controlo sobre as atitudes alheias, vamos controlando aquilo que a nós diz respeito. Sempre, mas mesmo sempre, fiel a princípios como a honestidade, a seriedade e o empenho, sem tolerância para quem possa duvidar do contrário.
Mas deixando mesquinhices para trás, queria só dizer que o sr. Pedro Mexia tem muita razão naquilo que diz hoje:
"O argumento adulto é que a felicidade depende da estabilidade. Percebo essa identificação, reconheço que faz algum sentido. Mas não é a minha experiência. Só fui feliz quando estava instável, e sempre que encontrei a felicidade encontrei-a na vizinhança da infelicidade, entre enigmas e perigos. Longos períodos estáveis, por opção ou cansaço, nunca me trouxeram felicidade alguma. A estabilidade gera estabilidade, que gera tédio. E o tédio não é vida. Só me senti vivo em momentos instáveis, nos quais era me impossível separar a infelicidade e a felicidade, o medo e a glória. O argumento adulto não me serve de nada."
in Lei Seca
E por hoje é tudo.
Um bom fim-de-semana invernoso.
06/07/2011
Quem pensa assim não é gago #9
"Cachorro é que nem gente
Quanto mais atenção lhes damos, mais eles querem e mais merda fazem para a conseguir..."
Isa em Eça é que é essa
22/06/2011
Quem pensa assim não é gago #8
"Eu gostava que o «ressentimento» fosse de facto a «mágoa que se guarda de uma ofensa», toda a gente guarda mágoas de alguma ofensa, é normal, mas temo que o ressentimento moderno seja bem diferente disso, que seja o ódio que se guarda de uma diferença."
Pedro Mexia em Lei Seca
Pedro Mexia em Lei Seca
Subscrever:
Mensagens (Atom)
.jpg)



